São Paulo, sem sombra de dúvidas, é o estado mais importante do Brasil e da América Latina. Para se ter uma ideia, só a economia da cidade de São Paulo forma o maior Produto Interno Bruto (PIB) municipal do Brasil, fazendo da capital paulista a 10ª mais rica do mundo e, segundo previsões, será em 2025, a 6ª cidade mais rica do planeta.
Mas toda essa riqueza tem um custo: a criminalidade.
Só para se ter uma ideia, essas são as notícias diárias dos principais jornais do país:
- Roubos a residências aumentam no primeiro trimeste de 2021 em São Paulo;
- Polícia investiga assalto com reféns e tentativa de roubo a casa de condomínio de luxo em Bonfim Paulista;
- Família é feita refém durante assalto a residência em condomínio de luxo em Presidente Prudente.
Notícias como essas já se tornaram rotina na vida dos brasileiros e são motivos de grande preocupação para a maior parte da população. É pensando nessa realidade que houve um aumento expressivo em tecnologia de Portaria remota em São Paulo.
O sistema de portaria remota teve um aumento de 33% nas instalações em 2021, e, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), o mercado segue aquecido para uma nova expansão em 2022.
Esse novo conceito de porteiro home office está sendo um dos principais atrativos para os condomínios em São Paulo, pois, justamente por ser tudo automatizado, acaba elevando a segurança uma vez que o porteiro não pode ser rendido em um possível assalto.
Segundo Márcio Rachkorsky: “Além do interfone e da câmera de segurança, há diversos equipamentos que podem ser acrescidos para um aumento na segurança como o reconhecimento facial, cartão magnético e sensor de impressão digital. Todo o acesso passa a ser mais controlado, pois o sistema reconhece e armazena os dados da pessoa para acesso ao condomínio”, conclui o especialista.
Além do já conhecido problema da criminalidade, hoje em dia, soma-se um novo desafio para o sistema tradicional de portaria: A pandemia do Coronavírus.
Todos nós já sabemos que o distanciamento social é o novo normal, pois a recomendação geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde é de evitar o contato para impedir a disseminação do vírus da Covid-19.
Sabendo dessa nova realidade, segundo o site Sindoconet, mais de 2 mil síndicos confirmam que digitalização do sistema de portaria veio para ficar. “É mais fácil controlar a disseminação do vírus com menos pessoas circulando na área comum do prédio”, ressaltam os síndicos.
Embora haja resistência por parte de alguns moradores, principalmente dos mais velhos, o ramo da portaria remota em São Paulo cresce cada vez mais, pois a sensação de tranquilidade, transparência e segurança provocada pelo aumento da utilização da tecnologia é um caminho sem volta. Conhecer as vantagens e desvantagens da nova portaria tem feito muita gente mudar de opinião.
“Eu fiquei receosa de não conseguir me adaptar a portaria remota, mas, mesmo assim, decidi dar uma chance. No começo foi um pouco difícil, confesso que pensei em voltar com a portaria tradicional, mas em menos de 1 semana já tinha entendido como funciona”, diz dona Maria, síndica entrevistada.
Seja pela segurança, pelo Covid-19 ou por reduzir a folha de pagamento, a portaria remota em São Paulo é cada vez mais implantada como solução definitiva.




